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Previsão para junho aponta chuvas acima da média

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Se maio teve índice de chuva quase quatro vezes acima da média para o mês na região, a previsão para junho é de mais precipitações. Conforme o Centro de Operações Integrado (COI) da RGE, o mês concentrará pelo menos 13 dias de chuva intensa, em dois períodos subsequentes.

De acordo com a previsão do Centro de Informações Hidrometeorológicas (CIH) da Univates, hoje o dia começa com nebulosidade e chance de garoa, mas a entrada de um ar mais seco e frio deve resultar no retorno do sol. A temperatura deve cair, com mínimas de 12ºC e máximas de 20°C.

Amanhã, a previsão é de tempo bom e temperatura baixa, com mínimas de 9ºC e máximas de 22ºC. O domingo começa com sol entre nuvens. Ao longo do dia, áreas de instabilidade avançam sobre o RS, resultando em chuva. A temperatura segue amena, variando entre 14ºC e 19ºC.

Para o mês de junho, a expectativa do COI/RGE é de que as chuvas superem os 200mm, índice quase duas vezes maior que a média mensal para o período. Em maio, o Vale do Taquari registrou 415mm de precipitações, diante de uma média histórica de cerca de 93mm.

De acordo com a coordenadora do CIH da Univates, Fabiane Gerhard, o excesso de chuva registrado a partir da sexta-feira, 26, foi causado pelo encontro entre uma frente fria e uma massa de ar quente. “No sábado, essa frente fria permaneceu estacionária sobre o estado, provocando novas pancadas de chuva.”

Segundo ela, entre o domingo e a segunda-feira a instabilidade foi se afastando da região, que continuou com nebulosidade, mas menos precipitações. Entre terça-feira e ontem, um sistema de baixa pressão passou a influenciar as condições do tempo, provocando mais chuva.

Na avaliação do COI/RGE, as precipitações ainda são influenciadas pela temperatura no oceano Atlântico Sul. Conforme a RGE, as água estão mais quentes entre o litoral norte da Argentina e o litoral de São Paulo, mas mais frias no meio do oceano, o que favorece o deslocamento de frentes frias.

Trabalho sob chuva

O excesso de chuva atrapalha quem costuma trabalhar pelas ruas das cidades. É o caso da monitora do estacionamento rotativo de Lajeado, Gabriele Ritter, 40. Segundo ela, mesmo com guarda-chuva e agasalhos, passou os últimos dias molhada.

“Um dos principais problemas são as calçadas em péssimas condições. Sempre acabamos pisando em lajes soltas e nos molhando”, ressalta. Conforme Gabriele, trabalhadores que enfrentam essas condições meteorológicas têm mais chance de ficar doentes e se ausentar do serviço. “Não tem muito o que fazer a não ser se proteger da chuva e manter a calma”, aponta.

Segundo ele, a umidade incomoda, mas o maior empecilho do tempo instável está no trânsito. “Além do piso ficar mais liso, propenso para derrapagens, os motoristas agem de forma mais perigosa em dias de chuva.”

Situação de emergência

As precipitações causaram cerca de R$ 400 mil de prejuízo em Boqueirão do Leão e fizeram o município decretar situação de emergência. Foram pelo menos 70 quilômetros de estradas danificadas, sendo oito quilômetros completamente destruídos. O volume de água também arrancou bueiros em Macaco Branco, a 12 quilômetros do centro.

Em Progresso, as chuvas danificaram seis pontes. Conforme o secretário de Obras, Nestor Vettorazzi, as estruturas precisam ser consertadas com urgência. Também aponta prejuízo nas estradas de Alto Honorato, Araçá e Lajeado do Meio.

Para o motoboy Emerson Doebber, dias de chuva complicam o trânsito

Estado de alerta

Diante da possibilidade de novos períodos de chuva, os técnicos da RGE mantêm mobilização para a atender a possíveis ocorrências e restabelecer o serviço de forma mais breve em caso de temporais. Em caso de necessidade, a empresa oriente os clientes a agilizar os atendimentos por meio da central de SMS.

Para isso, é necessário enviar a palavra luz e o código do cliente para o número 27350. O serviço é gratuito.

Nível dos rios

A Defesa Civil gaúcha segue em estado de alerta para cheias, por meio do monitoramento das coordenadorias regionais e municipais. Ao todo, 4.790 pessoas foram desalojadas em 74 municípios do RS.

De acordo com a Defesa Civil de Estrela, depois de uma breve trégua no início da semana, as precipitações na região voltaram a provocar elevação no nível do Rio Taquari. Mesmo assim, a medida ainda está abaixo do registrado no fim de semana.

Conforme o coordenador do serviço no município, Sandro Bremm, o rio alcançou 21 metros no nível máximo registrado, obrigando o desalojamento de 20 famílias. Ao todo, 13 foram deslocadas para o ginásio Ito Snell e as outras sete ficaram em casa de parentes.

Ontem, Bremm descartou a possibilidade de novas cheias e a Defesa Civil começou o trabalho de retorno das famílias. Seis já regressaram, e outras sete devem voltar para casa hoje. (Fonte: Jornal "A Hora").